Dia do Assistente Social: histórias de dedicação que marcam o dia a dia no SUS

13/05/2022 13h26 - Atualizado em 13/05/2022 13h57

Neste domingo (15), comemora-se o Dia do Assistente Social, e a Secretaria da Saúde (Sesa) juntou algumas histórias inspiradoras de trabalho desses profissionais à frente de unidades hospitalares estaduais e em programas desenvolvidos pelo Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi).

São histórias de dedicação que marcam o dia a dia de usuários do Sistema Único de Saúde com acolhimento, orientações e cuidado.

A residência e experiência no cuidado ao paciente

Pelo ICEPi, os assistentes sociais têm nos programas e projetos do Instituto a oportunidade de atuação e o contato com usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). E é por meio da Residência Multiprofissional em Cuidados Paliativos, ofertada pelo programa Estadual de Qualificação da Atenção Primária à Saúde (Qualifica-APS), que o assistente social Ramon Cassa, vem tendo a vivência diária do cuidado, em seu campo de prática, na Unidade Integrada Jerônimo Monteiro (UIJM), em Jerônimo Monteiro.

“Para mim, faz toda a diferença o fato de o paciente, quando possível, e de seus familiares me relatarem que foram bem tratados, de forma humanizada, e que antes nunca haviam recebido de uma equipe multiprofissional um atendimento digno de atenção e respeito. O sucesso na ação ocorre, ainda, quando conseguimos trabalhar a dor total, seja física, psicológica ou social, com o paciente e seus familiares, sempre olhando o ser de forma integral e não fragmentada”, esclareceu.

Para o profissional, em pouco mais de um ano de trabalho, a vivência tem trazido também experiências inesquecíveis, como conhecer um paciente da zona rural de Muniz Freire. “Esse idoso ficou internado em nossa unidade devido à baixa ingestão alimentar e falta de ar, e foi atendido pela residência. Após o paciente receber alta, fizemos a transição de cuidados para a Atenção Primária à Saúde. Foi o primeiro atendimento do tipo recebido por esse senhor, e ele e sua filha ficaram emocionados, pois se sentiram acolhidos e bem cuidados”, recordou.

Quem compartilha a experiência da residência é o assistente social Tarcisio Borges, que viu no programa a oportunidade de se especializar em um serviço de qualidade. Para o profissional, o momento que o marcou foi o cuidado de um paciente tabagista e que consumia bebidas alcoólicas. “Era uma pessoa nova, e diante de seu quadro, realizamos uma ação com intuito de promover a humanização e o conforto. Frequentemente, ele era levado para a área externa do hospital, para espairecer e se acalmar. A equipe realizou seu prontuário afetivo, o que o emocionou. Tanto que, após sua alta, ele levou o prontuário para casa e relatou que o colocaria em um quadro em sua sala”.

A busca pela história do paciente

O assistente social é o profissional que, com empatia e conhecimento, se coloca no lugar de pacientes e familiares, que muitas vezes chegam fragilizados ao hospital. Com o acolhimento para aliviar uma condição de angústia e as orientações sobre as regras e procedimentos da instituição, que o trabalho se destaca. E nos hospitais estaduais Antônio Bezerra de Faria (HABF), em Vila Velha; e no Central, em Vitória, uma atribuição muito especial também auxilia os pacientes: a busca ativa de Pacientes Sem Identificação (PSD) e de Pacientes Não Identificados (PNI).

Segundo a coordenadora de Serviço Social e assistente social do Hospital Estadual Central – Dr. Benício Tavares Pereira (HEC), Karina Albino, um dos trabalhos que mais sensibilizam a assistente social são as muitas histórias com final feliz da busca ativa de Paciente Não Identificados (PNI), que investiga os vínculos familiares de pessoas que deram entrada no HEC sem condições de registro civil. “Temos vários casos de sucesso, inclusive, o último localizei a família de uma paciente em situação de rua, proveniente do Rio de Janeiro e a família veio buscá-lo”, revelou.

A assistente social do HABF, Fabiula da Silva Bertolani, considera o acolhimento a principal missão do Assistente Social, em especial o de familiares. “Eles chegam muitas vezes sem saber o que está acontecendo com seu ente querido e o Serviço Social é um porto seguro para essas pessoas”, afirmou.

A assistente social também faz a busca pelos familiares dos muitos pacientes que chegam desacompanhados ao hospital. “Buscamos história social do paciente e muitas vezes fazemos o elo com a família. Durante a convivência e as conversas, conseguimos dados que levam aos familiares. Acontece muito”, explica.

Trabalho que envolve um olhar sensível e um senso crítico apurado

Para que o paciente receba o cuidado integral é necessário também uma equipe multidisciplinar que se encarregará de cada aspecto da vida e saúde desse indivíduo. E o assistente social, por exemplo, é um desses profissionais. O trabalho envolve um olhar sensível e um senso crítico apurado para que o elo entre o hospital, a família, o paciente e a rede de apoio seja o mais consistente possível, a fim de garantir a promoção e o bem-estar social.

Atuando no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, desde a abertura da unidade, há nove anos, Jaqueline Mendes Leal é a funcionária mais antiga do setor. Nesse tempo aprendeu a ouvir com todo cuidado o relato de pacientes e familiares, interpretar os sinais e garantir que as demandas sociais fossem supridas.

“Trabalhar em um hospital como este é o sonho de qualquer profissional, mas não é simples. As demandas sociais são muitas, as histórias são complexas e quando menos percebemos estamos envolvidos. Eu acredito que estar envolvido seja o melhor do processo, isso significa que desenvolvemos empatia pelo próximo e, empatia no Hospital Dr. Jayme é palavra de ordem”, acrescentou a assistente social, Jaqueline Mendes Leal.

As principais demandas do setor envolvem atendimento social ao paciente e familiar, participação nas visitas multidisciplinares, alinhamento de demandas específicas junto a outros órgãos como: defensorias públicas, Centros de Referências de Assistência Social (CRAS), Centros de Referências de Assistência Social (CREAS), unidades de saúde, mediação de problemáticas, entre outros serviços.

“O trabalho da equipe é louvável. São profissionais aguerridas e preocupadas com o bem-estar do outro. Para se ter uma ideia, só esse ano, até o mês de abril, foram realizados mais de 13 mil atendimentos aos mais diversos problemas. E o grande diferencial é o atendimento 24 horas”, destacou a gerente do setor, a assistente social, Fabiana Colares.

 

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